quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Seminário Internacional Arte!Brasileiros chega à sua quarta edição em 2016

Em sua quarta edição, o seminário traz para debate o tema arte contemporânea e realidade, que será discutido por especialistas nacionais e internacionais, entre críticos e diretores de instituições de arte, psicanalistas, artistas e curadores. O objetivo do encontro é entender de que forma o real é representado ou se apresenta por meio da arte.
Programação
10h30 – Conferência com Alfredo Jaar
O artista chileno vive em Nova York e já participou das bienais de Vernice em 1986, 2007, 2009 e 2013, além das de São Paulo em 1987, 1989 e 2010. Arquiteto e diretor, o trabalho de Jaar está distribuído em instituições de cultura como o Lacma em Los Angeles, o Tate em Londres e o Centro Georges Pompidou em Paris.

11h15 – Painel Realidade e Arte Contemporânea
A discussão contará com três grandes nomes: o historiador alemão Jochen Volz, curador da 32ª Bienal de São Paulo e, desde 2004, curador do Instituto Inhotim, em Minas Gerais; o psicanalista Christian Dunker, docente da Universidade de São Paulo (USP) e colunista da Revista Mente e Cérebro, e a também psicanalista Tania Rivera, professora da Universidade Federal Fluminense (UFF).

14h30 – Conferência com Carolyn Christov-Bakargiev
Escritora e historiadora, a americana foi curadora da Bienal de Istambul em 2015 e responsável pela direção artística da mostra de artes plásticas dOCUMENTA 13.

15h15 – Painel As Instituições Culturais e o Real
A atividade contará com Agustín Pérez Rubio, diretor artístico do Museu de Arte Latino-Americano de Buenos Aires, e Marina Fokidis, fundadora e diretora da Kunsthalle Atenas e curadora da dOCUMENTA

Dia: 8 de setembro de 2016
Horários: quinta às 10h30
Duração: aproximadamente 4h30
Ingressos: Entrada gratuita. Distribuição de ingressos na bilheteria do Auditório, uma hora e meia antes da apresentação. Limite de dois ingressos por pessoa. Sujeito à lotação da casa.
Classificação Indicativa: livre para todos os públicos

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Inscrições para o 21º Edital Cultura Inglesa Festival

Banda inglesa Kaiser Chiefs no encerramento
 da edição de 2016 do Festival.
Foto: Camila Picolo/Divulgação.
Fonte: rollingstone.uol.com.br
Os projetos devem ser encaminhados impressos e entregues pessoalmente ou pelo correio.

A Cultura Inglesa promove um festival de artes cênicas, cinema e artes visuais. Para isso, artistas podem encaminhar propostas visando o intercâmbio de cultura Brasil x Reino Unido nas categorias de Teatro Adulto, Teatro Infantil, Artes Visuais, Cinema Digital e Dança.

Coordenado pela Associação Cultura Inglesa São Paulo, as propostas podem ser enviadas de proponentes moradores de algumas cidades de São Paulo e Santa Catarina. A inscrição poderá ser realizada por artista individual, grupo e/ou companhia e, somente será permitida 01 (uma) única inscrição para cada proponente.

As inscrições devem ser encaminhadas até o dia 1º de novembro de 2016 e só podem ser entregues impressas pessoalmente ou enviadas pelo correio. Os projetos podem receber premiações de cerca de 50 mil reais para produção das obras.


Fonte(s): culturainglesasp.com.br e blog.culturainglesasp.com.br

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Últimos dias para inscrições no Programa de Fomento à Prefeitura de São Paulo

As inscrições podem ser feitas online ou entregues impressas. O valor do apoio para os projetos pode chegar a R$300.000,00.

O Programa de Fomento à Cultura da Periferia de São Paulo tem por objetivos ampliar o acesso aos meios de produção e fruição dos bens artísticos e culturais, consolidar o direito à cultura e diminuir as desigualdades sócio-econômico-culturais, fortalecer e potencializar as práticas artísticas e culturais relevantes, descentralizar e democratizar o acesso a recursos públicos, reconhecer e valorizar a pluralidade e a singularidade vinculadas às produções culturais e artísticas nos distritos ou bolsões com altos índices de vulnerabilidade social, especialmente nas áreas periféricas do Município e apoiar a continuidade da ação dos coletivos culturais em suas localidades e intercâmbio de ações, com melhoria de qualidade de vida das comunidades do entorno.

Nome do Edital: Programa de Fomento à Periferia de São Paulo

Quem promove: Prefeitura de São Paulo por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Objeto: Proporcionar apoio financeiro a projetos e ações culturais propostos por coletivos artísticos e culturais em distritos ou bolsões com altos índices de vulnerabilidade social, especialmente nas áreas periféricas do Município.
Constituem projetos e ações culturais passíveis de apoio financeiro:
  • gestão, manutenção e programação de espaços culturais autônomos e já existentes;
  • pesquisa, criação, produção, difusão e circulação de produções culturais e artísticas das áreas periféricas e dos bolsões com altos índices de vulnerabilidade social, reconhecendo as mais diversas formas destas expressões;
  • autoformação e multiplicação de saberes no coletivo e para a sociedade civil;
  • arranjos produtivos econômicos locais, como estúdios comunitários, produtoras culturais, editoras, dentre outros;
  • processos de articulação de redes e fóruns coletivos em torno de temas da cultura.

A descrição dos distritos ou bolsões com altos índices de vulnerabilidade social consta no texto edital [link aqui].

Quem pode participar: Para este edital, coletivo artístico ou coletivo cultural é um agrupamento de no mínimo 3 (três) pessoas com trabalho artístico ou cultural em andamento durante os 3 (três) últimos anos em relação às datas limites de inscrição.

Cada coletivo, independente do número de integrantes, será representado por um núcleo de 3 (três) pessoas com idade mínima de 18 (dezoito) anos que obrigatoriamente deverão residir, em distritos ou bolsões com altos índices de vulnerabilidade social há mínimo nos últimos 3 (três) anos.

É vedada a inscrição de coletivo que tenha projeto em andamento ou a ser iniciado com recursos de qualquer programa de fomento à cultura do Município de São Paulo.

Não será permitida a participação de uma mesma pessoa como membro fixo em mais de um Núcleo ao mesmo tempo, mas não se impede sua participação como membro eventual em Planos de Trabalho e fichas técnicas diferentes.

Aporte: Cada projeto concorrente deve apresentar um orçamento para apoio deste edital de no mínimo R$ 100.000,00 (cem mil reais) e de no máximo R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) de acordo com a necessidade de seu plano de trabalho.

Prazos: as inscrições encerram dia 06 de setembro de 2016, para entrega do projeto impresso e dia 04/09 encerram as inscrições online.

O que deve ser apresentado: A inscrição do projeto será feita pelos integrantes do núcleo do coletivo.

Informações e documentos do coletivo e de seus integrantes: 1. nome do coletivo e de seus integrantes |2. dados cadastrais |3. declaração de cada uma das 3 (três) pessoas do núcleo do coletivo indicando os distritos ou bolsões em que residem |4. histórico do coletivo e portfólio |5. relação dos integrantes do coletivo no momento da inscrição e de outros membros que tenham feito parte de sua trajetória, indicando funções, tipo de participação, datas ou informações que ajudem a avaliar seu histórico |6. objetivos do coletivo |7. currículos dos integrantes do núcleo do coletivo e dos outros integrantes | declaração dos integrantes do núcleo do coletivo e dos integrantes citados na execução do plano de trabalho afirmando que: 1. concordam com todos os termos da inscrição ao programa; 2. não são funcionários públicos do Município; e 3. não estão impedidos de contratar com a Administração Pública |8. declaração do núcleo do coletivo de que os membros do coletivo e o próprio coletivo não possuem débitos com a Prefeitura, conforme modelo a ser fornecido pela SMC |9. indicação de 01 (uma) pessoa da sociedade civil para compor a Comissão de Seleção, mediante aceite do indicado, caso o coletivo inscrito tenha quem indicar.

O projeto deverá conter: 1. justificativas do projeto e das atividades a serem desenvolvidas; |2. plano de trabalho com previsão de até 2 (dois) anos de duração; |3. orçamento do projeto.

Entrega e mais informações: A inscrição deverá ser feita por meio eletrônico ou pela entrega dos documentos exigidos no edital nos locais de recebimento de projetos.

As inscrições online deverão ser realizadas na plataforma spcultura.prefeitura.sp.gov.br.

Os locais para entrega das inscrições online constam no texto do edital [link aqui]

Fonte(s): Edital completo

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Seminário "Olhares da Gestão Cultural" na Oficina Cultural Sérgio Buarque de Holanda, em São Carlos


Dirigentes, produtores e gestores culturais, artistas, estudantes e profissionais da área audiovisual de São Carlos e região não podem perder, no dia 30 de agosto, das 8h30 às 18h, o seminário “Olhares da Gestão Cultural”. A promoção é da Oficina Cultural Sérgio Buarque de Holanda. O evento pretende fazer uma série de diálogos com pensadores, gestores e pesquisadores ligados ao tema, para discutir sobre as questões que envolvem a articulação e gestão nessa área, e de propiciar o compartilhamento de experiências bem-sucedidas.


Nesta edição, João Manoel da Costa Neto, assessor parlamentar, falará sobre os programas do Governo do Estado para a Cultura. A implantação do Sistema Municipal de Cultura será o tema da palestra de Bárbara Rodarte, mestranda em Estudos Culturais pela EACH-USP. Layo Barros, especialista em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual e chefe do Escritório da ANCINE em São Paulo, falará sobre políticas para o desenvolvimento do Audiovisual. A implantação da SPCine será tratado por Renato Nery, diretor Executivo de Inovação, Criatividade e Acesso da SPCine. Ao final, haverá sessão comentada de A Moça que dançou com o diabo, com o diretor João Paulo Miranda. O curta-metragem premiado em Cannes, foi filmado em Rio Claro, com baixo orçamento.

O seminário é realizado pelas Oficinas Culturais em parceria com a UFSCar e com o apoio SENAC São Carlos. As inscrições terminam no próximo dia 26 e serão oferecidas 100 vagas.

Serviço
Seminário Olhares da Gestão Cultural
30/8 – terça-feira – 8h30 às 18h
Inscrições: 12 a 26/8
Seleção: primeiros inscritos
100 vagas
Para se inscrever, acesse [aqui]
Local: Auditório do Senac: Rua Episcopal, 700 – Centro – São Carlos



Programação

8h30 – Credenciamento

9h às 12h 


Mesa 1Políticas Culturais
Programas do Governo do Estado para a Cultura
O palestrante abordará a gestão, os projetos e os programas desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. 



João Manoel da Costa Neto é Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Advogado, formou-se em Direito pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul e fez pós-graduação em Direito Municipal e Políticas Públicas pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo.

Implantação do Sistema Municipal de Cultura

A pesquisadora abordará o Sistema Municipal de Cultura como um todo, fornecendo informações conceituais, informações práticas para a implantação do Sistema e exemplos de cidades que já realizaram o processo.

Bárbara Rodarte é mestranda em Estudos Culturais pela EACH-USP, especialista em Gestão de Projetos Culturais e Organização de Eventos pelo CELACC-USP e tem MBA em Bens Culturais pela Fundação Getúlio Vargas. Trabalhou quatro anos na Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, coordenando diversos editais e programas, como a Rede de Pontos de Cultura e o programa Pontos MIS. Atualmente, presta consultoria a seis municípios do interior para a implantação do Sistema Municipal de Cultura.

Mediador: Prof. Arthur Autran, Doutor em Multimeios pela Unicamp, mestre em Ciências da Comunicação e bacharel em Comunicação Social pela USP, é Professor Associado no Departamento de Artes e Comunicação da UFSCar, atuando no Bacharelado em Imagem e Som, no Programa de Pós-Graduação em Imagem e Som e no Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade.

14h às 17h
Mesa 2: Políticas para o Audiovisual 

Políticas para o desenvolvimento do Audiovisual 

O palestrante falará sobre o panorama da gestão cultural na área audiovisual na perspectiva da ANCINE, debatendo principalmente o Fundo Setorial do Audiovisual.

Layo Barros é especialista em regulação da atividade cinematográfica e audiovisual e chefe do Escritório Regional da Agência Nacional de Cinema – ANCINE em São Paulo.

Implantação da SPCine

O profissional falará sobre a implantação e atuação da Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo – SPCine, empresa pública voltada para o desenvolvimento, financiamento e implementação de programas e políticas para o setor audiovisual na Capital paulista.

Renato Nery é Diretor Executivo de Inovação, Criatividade e Acesso da SPCine. Graduado em Comunicação Social pela PUC-SP, desde 2003 atua no audiovisual colaborando com diversas políticas públicas para o setor, como DOCTV, ANIMATV e TELEFILMES. Na TV Cultura criou a plataforma de desenvolvimento de projetos LUMLAB e implantou a Coordenação de Co-produção e Políticas Públicas, até assumir em 2013 o fomento ao cinema da Secretaria Municipal de Cultura, onde desenvolveu, entre outros projetos, a implantação da SpCine.

Mediadora: Alessandra Meleiro é mestre em Multimeios pela Unicamp, doutora pela Escola de Comunicação e Artes da USP e pós-doutora em Media and Film Studies pela University of London. Pesquisadora associada do Cebrap, é professora adjunta de Imagem e Som da UFSCar. Autora do livro “O Novo Cinema Iraniano: uma opção pela intervenção social” e organizadora das coleções “Cinema no Mundo: indústria, política e mercado” e “A Indústria Cinematográfica e Audiovisual Brasileira”. É presidente do Instituto Iniciativa Cultural e membro do Trade and Development Board da United Nations Conference on Trade and Development – UNCTAD.

17h às 18h

Encerramento: exibição do Curta “A Moça que dançou com o Diabo” e bate-papo com o diretor João Paulo Miranda
Sessão comentada do filme de João Paulo Miranda, "A Moça que dançou com o diabo", curta-metragem nacional rodado em Rio Claro, exibido e premiado em Cannes, cuja produção foi possível com baixíssimo orçamento. 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Seminário "A formação de valor na arte contemporânea", no Ateliê397 em São Paulo

Ateliê utiliza a obra "For the Love of God"
(2007), de Damien Hirst, como referência
para chamada do Seminário. Saiba mais
sobre o artista em damienhirst.com
Com apoio da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, via ProAC, o Ateliê397 realiza, nos dias 27, 28 e 31 de agosto, o seminário “A formação de valor na arte contemporânea”. Organizado por Tatiana Ferraz e Thais Rivitti, o seminário tem como objetivo reunir diversos agentes do circuito da arte contemporânea para juntos pensarmos sobre a noção de valor nas artes visuais. Em especial, os encontros irão investigar como as transformações no sistema das artes, de 1970 para cá, modificaram o panorama brasileiro com a entrada em cena de outros agentes e outros modos de circulação da obra de arte.
O mercado de arte vem tomando um espaço cada vez maior dentro do circuito artístico nacional e internacional. Nessa corrida, é preciso entender como se dão os mecanismos de valorização e precificação da arte, que atores operam nessa valoração, que papel as instituições exercem nessa conta, como os artistas se colocam diante deste cenário e quais as possibilidades de atuação da crítica na distinção de uma obra singular. Essas perguntas podem evitar a redução da noção de arte à de mercadoria. Ao enfrentarmos essas questões, deparamos com o problema da financeirização, cada vez maior no mercado global, sintoma que assola não só a arte, mas todas as instâncias da vida – cultural, social e política. A financeirização da cultura e, por extensão, da arte, é o cenário encontrado para se repor o problema da natureza do objeto artístico – como mercadoria e como patrimônio cultural. O horizonte da arte se coloca na dialética entre o público e o privado. Como lidar com estas duas instâncias de modo produtivo, fazendo com que uma alimente a outra, e vice versa?
O seminário será dividido em 4 mesas temáticas, que acontecerão nos dias 27, 28 e 31 de agosto. As mesas serão compostas por dois interlocutores e um debatedor e terão a mediação das organizadoras do evento. A entrada é gratuita. O Ateliê 397 fica na rua Wizard, 397 - Vila Madalena, São Paulo/SP. Mais informações: atelie397.com e pelo telefone (11) 3034-2132
Programação
27 de agosto, 14H
Mesa 1 – Arte: quem compra, o que compra e quanto paga?
Conversa com Ana Letícia Fialho, Elisio Yamada, Pedro Barbosa e Rubens Mano, com a mediação de Thais Rivitti.

A primeira mesa tem como objetivo traçar um panorama geral sobre o mercado de arte brasileiro. Embora muito se tenha avançado na coleta e análise de dados sobre o tema nos últimos anos, percebemos a necessidade de aprofundar o debate, ouvindo agentes que ocupam diferentes posições no mercado. Estão em pauta temas como o colecionismo no Brasil e os diferentes perfis de compra, as políticas públicas para aquisição de obras por instituições, o desempenho recente das galerias de arte no mercado nacional e internacional.
27 de agosto, 16H
Mesa 2 – O caráter “especial” da mercadoria arte
Conversa com Ilana Goldstein, Vera Pallamin, Vinicius Spricigo e Taisa Palhares, com a mediação de Tatiana Ferraz.

Para além dos rankings internacionais de precificação já conhecidos – como Artnet e ArtPrice – que, geralmente, lidam com os top 100 do artworld, a ideia aqui é entender quais são as variáveis que influenciam na formação do valor de um trabalho de arte. A medida em que o trabalho do artista é inserido na economia social, estabelece-se uma equivalência entre os valores propriamente estéticos e os valores econômicos. Tal passagem mobiliza diversos agentes culturais – instituições, museus, críticos de arte, curadores, historiadores, educadores, museólogos e especialistas da área em geral – que, junto com os negociantes de arte, formam redes complexas de circulação de capital econômico e simbólico em torno da produção artística. Assim, caberia examinar mais detidamente nessa mesa as forças e posições em jogo nessa rede complexa que resulta na atribuição de valor a uma determinada obra.
28 de agosto, 14H
Mesa 3 – Novas formas de agenciamento do trabalho de arte
Conversa com Julie Belfer, Mariana Lorenzi, Renata Castro E Silva, e Celso Fioravante, com a mediação de Thais Rivitti.

O crescimento do mercado de arte no Brasil nas últimas década é notável. A ele corresponde a entrada em cena de novos tipos de agenciamento de artistas e obras de arte. Essa mesa pretende discutir outros modelos de negócios, outras formas de circulação da produção artística e os novos espaços de exibição de trabalhos de arte. Ao lado da ampliação dos modelos tradicionais das galerias, dos leilões presenciais e também das feiras de arte, hoje temos espaços independentes autogeridos, galerias especializadas em determinados “nichos” (múltiplos, fotografia, gravura etc.), vendas feitas pela internet, novos dispositivos que ajudam a divulgar e vender – como o instagram e as redes sociais, entre inúmeros outros mecanismos relativamente recentes no Brasil. Como essas transformações modificam o sistema da arte no que diz respeito a possibilitar um maior trânsito do trabalho do artista e uma expansão no mercado de arte? É possível pensar que essas práticas novas contribuem para formar novos colecionadores e portanto ampliar o acesso à obra de arte?
31 de agosto, 20H
Mesa 4 – Como pensar um sistema da arte equilibrado?
Conversa com Regina Pinho, Tadeu Chiarelli, Thais Rivitti e Fabio Cypriano, com a mediação de Tatiana Ferraz.

Instituições, crítica de arte e mercado. Esse três pilares costumam estar em equilíbrio em países com um sistema artístico consolidado. Não é o caso do Brasil. O objetivo dessa mesa é analisar a quantas andam estas instâncias fundamentais no sistema brasileiro de arte, bem como discutir o que poderia ser feito – em termos de políticas públicas e de iniciativas privadas – para que todas elas fossem fortalecidas. Como se financia a pesquisa de arte no Brasil hoje? Quais os incentivos para os jovens artistas, curadores e críticos de arte? Quais as principais dificuldades de gestão enfrentadas no dia-a-dia de um museu? Como o dinheiro da compra e venda de trabalhos de arte poderia ser reinvestido na esfera da produção, alimentando e desenvolvendo todo o sistema da arte?
Participantes
Fabio Cypriano é doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É crítico de arte da Folha de S. Paulo e coordenador do curso Arte: História, Crítica e Curadoria da PUC-SP, onde também  é professor em pós-graduação e graduação. É do conselho editorial da revistas ARTE! Brasileiros, e colaborador da The Art Newspaper (Inglaterra), Flash Art International (Itália) e Frieze (Inglaterra), e autor de “Histórias das Exposições, Casos Exemplares” (Educ, 2015) e “Pina Bausch” (Cosac Naify, 2005) entre outros.

Ilana Seltzer Goldstein é especialista em Direção de Projetos Culturais pela Universidade Paris 3 e doutora em Antropologia pela Unicamp. Foi coordenadora do MBA em Bens Culturais da Fundação Getúlio Vargas, de 2008 a 2014 e, atualmente, é professora de “Antropologia e Arte” e “Artes Ameríndias” no Departamento de História da Arte da Unifesp. Fundadora daProa – Revista de Antropologia e Arte, atuou também em algumas curadorias, sendo a mais recente “O Tempo dos Sonhos: arte indígena contemporânea da Austrália”, exposição que ficou em cartaz na Caixa Cultural de São Paulo, entre março e maio de 2016.
Taisa Palhares é doutora em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Professora de Estética no Departamento de Filosofia da UNICAMP.  É curadora e crítica de arte. Foi pesquisadora e curadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo entre 2005 e 2015, onde foi responsável pelas exposições retrospectivas de Antonio Lizárraga, Paulo Monteiro e Mira Schendel, e organizadora dos catálogos “OOCO” de Nelson Felix e “Mira Schendel”, entre outros. Também organizou as mostras “Mira Schendel  – Monotypes” (Galeria Hauser & Wirth, Londres, 2015) e “Amilcar de Castro e Sergio Camargo: obras em madeira” (IAC, São Paulo, 2006), entre outras. É autora do livro “Aura: a crise da arte em Walter Benjamin” (Ed. Barracuda, Fapesp, 2006).  Foi co-idealizadora e co-editora da revista independente de crítica de arte contemporânea Número (http://www.forumpermanente.org/rede/numero).
Rubens Mano é artista visual, e mestre em Poéticas Visuais pela Escola de Comunicações e Artes/ USP. Foi contemplado com o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, em 2012; o edital Arte e Patrimônio do Ministério da Cultura/ IPHAN, em 2009, e a bolsa Cisneros Fontanals Art Foundation, em 2006. Dentre suas exposições individuais, destacam-se as realizadas na Galeria Millan (São Paulo), 2015; no Centro Cultural São Paulo (São Paulo), 2014; na Casa da Imagem (São Paulo), 2012; no Museu Nacional (Brasília), 2010; e no Projeto Octógono da Pinacoteca do Estado de São Paulo (São Paulo), 2008. Participou da 28ª e 25ª edição da Bienal de São Paulo, 2008 e 2002; do inSite, 2005; da 14ª Biennial of Sydney (Austrália), 2004; e de inúmeras coletivas no Brasil e no exterior, em instituições como o Museu di Arte Moderna e Contemporanea di Trento e Rovereto (Rovereto, Itália); o Centro Galego de Arte Contemporánea (Santiago de Compostela, Espanha); o Museum of Contemporary Art (Tóquio, Japão); o Henry Moore Institute (Leeds, Inglaterra); o Museu de Arte Moderna (São Paulo); e o Centre de la Photographie (Genebra).

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

III Simpósio Internacional Espaços da Mediação – A Arte e suas Histórias na Educação

III Simpósio Internacional Espaços da Mediação – A Arte e suas Histórias na Educação
29 de agosto a 1 de setembro de 2016
MAC USP Ibirapuera



III Simpósio Internacional Espaços da mediação - A arte e suas histórias na educação, nessa edição em parceria com o Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, abordará temáticas da educação e da arte-educação na contemporaneidade e na história, reunindo profissionais de museus, artistas e pesquisadores que investigam processos da arte na educação.

Inscrições: eventosmac@usp.br
Informações: (11) 3091.3559
Valor da inscrição: Alunos de pós-graduação USP – Isentos.
Alunos de graduação USP e alunos (graduação e pós-graduação) de outras universidades – R$ 25,00.
Público geral (professores, pesquisadores, etc.) – R$ 50,00.

Programação completa:
Organização e promoção
Universidade de São Paulo
Faculdade de Educação
Museu de Arte Contemporânea
Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte
Grupo de Pesquisa Formação de Educadores em Arte - CNPq

Comissão Científica
Angela Rocha (FAUUSP)
Carmen S. G. Aranha (MAC/USP)
Maria Gorete Dadalto Gonçalves (UFES)
Moema Martins Rebouças (UFES)
Rosa Iavelberg (FEUSP)

Comissão Geral do Simpósio
Águida Furtado Vieira Mantegna
Ana Paula Cattai Pismel
Andrea Amaral Biella
Andrea Fonseca
Andrea Pacheco
Carmen S. G. Aranha
Carol Cossi
Denise Nalini
Evandro Carlos Nicolau
Guilherme Weffort Rodolfo
Luciane Bonace Lopes Fernandes

Saiba mais em: mac.usp.br

Sobre o MAC: O Museu de Arte Contemporânea foi criado em 1963 quando a Universidade de São Paulo recebeu o acervo do antigo MAM de São Paulo, formado pelas coleções do casal de mecenas Yolanda Penteado e Ciccillo Matarazzo, pelas coleções de obras adquiridas ou recebidas em doação durante a vigência do antigo MAM e pelos prêmios das Bienais de São Paulo, até 1961. De posse desse rico acervo composto, entre outras, por obras de Amedeo Modigliani, Pablo Picasso, Joan Miró, Alexander Calder, Wassily Kandinsky, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Lygia Clark e uma estupenda coleção de arte italiana do começo do século XX, o novo museu passa a atender aos principais objetivos da Universidade: busca do conhecimento e sua disseminação pela sociedade. Mais informações em mac.usp.br

domingo, 21 de agosto de 2016

Secult ES lança 29 editais de incentivo à Cultura

A Secretaria de Cultura do Espírito Santo lançou 29 editais para artistas, produtores culturais, empreendedores criativos e outros agentes da cultura do estado. É uma série de 29 áreas temáticas que totalizam um investimento de mais de R$ 8 milhões. As inscrições começam dia 19 de agosto e seguem até o dia 3 de outubro, totalizando 46 dias. Os prêmios deste ano estão divididos nas seguintes áreas temáticas: locomoção; artes cênicas; música; artes visuais; patrimônio natural; literatura; patrimônio arquitetônico, bens e acervo; patrimônio imaterial, audiovisual e editais que promovem ações artísticas e culturais de forma ampla.
CONFIRA A SEGUIR AS CATEGORIAS DESTE ANO E VEJA EM QUAL DELAS O SEU PROJETO CULTURAL SE ENCAIXA: 
001 – Locomoção [link aqui]
002 - Diversidade cultural capixaba [link aqui]
003 - Valorização da cultura hip hop [link aqui]
004 - Coletivos artísticos juvenis [link aqui]
005 - Pontos de memória [link aqui]
006 - Incentivo à leitura [link aqui]
007 - Produção e difusão de obras literárias [link aqui]
008 - Culturas populares e tradicionais [link aqui]
009 - Mestres da cultura popular [link aqui]
010 - Circulação de grupos da cultura popular [link aqui]
011 - Valorização da capoeira [link aqui]
012 - Educação patrimonial [link aqui]
013 - Inventário, conservação e reprodução de acervos [link aqui]
014 - Projetos culturais e setoriais de música [link aqui]
015 - Exposições na Galeria Homero Massena [link aqui]
016 - Projetos culturais setoriais de artes visuais [link aqui]
017 - Patrimônio cultural arquitetônico tombado em sítios históricos [link aqui]
018 - Produção de espetáculos de artes cênicas [link aqui]
019 - Circulação de espetáculos de artes cênicas [link aqui]
020 - Projetos culturais setoriais de teatro, dança e ópera [link aqui]
021 - Aquisição de lona, equipamentos e acessórios para circos [link aqui]
022 - Produção de curta-metragem de ficção [link aqui]
023 - Produção de documentários [link aqui]
024 - Desenvolvimento de projetos de longa-metragem [link aqui]
025 - Finalização,difusão, distribuição e formação [link aqui]
026 - Cineclubismo [link aqui]
027 - Produção de longa-metragem documentário [link ainda não publicado na lista de editais]
028 - Produção de longa-metragem ficção [link ainda não publicado na lista de editais]
029 - Comercialização de longa-metragem [link ainda não publicado na lista de editais]

sábado, 20 de agosto de 2016

Cursos para captação de recursos e produção de projetos para editais no Cultura e Mercado

Durante o mês de setembro o Cultura e Mercado oferece dois cursos para os profissionais da cultura. Veja o resumo das informações de cada atividade.

Formação em Captação de Recursos
Quando: 13 de Setembro a 29 de Novembro
Horário: Ter e Qui das 19h30 às 22h30
Carga horária: 66 horas
Valor: R$ 3000,00
Formação em Captação de Recursos traz o conteúdo essencial para quem precisa comercializar projetos e programas culturais, sociais ou esportivos. Com foco prático, o objetivo é suprir uma lacuna no mercado, visto que não existe nenhum curso específico, completo e de longo prazo, voltado ao assunto. Pioneiro, esse curso pretende formar profissionais capacitados a captar recursos para organizações sociais, programas socioculturais e projetos em diversas áreas do conhecimento.

O censo da ABCR 2014 sobre o perfil dos captadores de recursos no Brasil deixa claro que a formação dos captadores é diversa e tem origem, em sua maioria, na área de exatas, seguida por serviço social e comunicação social. Porém nenhum desses cursos possui uma disciplina de captação de recursos, o que significa que é a prática que vem formando esses profissionais. Impulsionada pelo boom das organizações sociais e leis de incentivos, essa carreira tem, no entanto, uma função primordial para a viabilização de ações que se multiplicam a cada dia.

Com toda essa demanda, somada à inexistência de formações específicas, esse curso vem para contribuir na especialização de profissionais na mobilização de recursos.

Coordenação: Daniele Torres

Editais de Cultura
Quando: 23 e 24 de Setembro
Horário: Sexta das 19h30 às 22h30 e Sábado das 9h às 17h
Carga horária: 10 horas
Valor: R$ 516,00
Editais de patrocínio têm se consolidado no País. Nos últimos anos, foram adotados por empresas dos mais diversos tipos, porte e ramos de atuação, como Petrobras, Natura, BNDES, Oi, Correios, Claro, Votorantim, Eletrobras, Cultura Inglesa, Vivo, Comgás, Banco do Brasil, Porto Seguro, Caixa, CSN, O Boticário, entre outras. 

Tal fenômeno fez surgirem seleções cada vez mais sofisticadas, específicas e disputadas - com acirrada concorrência entre os participantes. Com isso, é imprescindível ao proponente ter um bom projeto. E mais, é preciso compreender as motivações empresariais, saber destrinchar o edital e identificar seus pontos críticos, além de adequar a proposta ao que é desejado pelo patrocinador. 

O curso Editais de Cultura é direcionado a artistas, produtores e gestores culturais interessados em participar de editais de cultura realizados por empresas ou suas instituições. 

A novidade desta edição é a presença de dois especialistas, Lárcio Benedetti Marcos Librantz, abordando o tema, simultaneamente, do ponto de vista do patrocinador e do patrocinado. 


O Cultura e Mercado fica na Rua Cap. Salomão, 26, 1º andar – Centro - São Paulo - SP – CEP 01034-020 - (11) 5082-2111.

AddThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...